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Postado por Prashanto em 01//2007

osho

 

Lao Tzu é inocente, Buda é inocente, Krishna é inocente, Jesus é inocente. Eles não são pessoas cultas. Claro que o que eles disseram foi a partir da própria percepção, nós mudamos para conhecimento; o que eles disseram a partir do estado de maravilha, nós reduzimos à filosofia, teologia. É nosso trabalho; destruímos tudo que era bonito nele.  Demos-lhe uma certa forma, um certo padrão e estrutura.  Interpretamos, comentamos, retiramos muitas coisas. E isto sempre acontece.    

 

No outro dia recebi um bilhete de Arup, dizendo que "Sarjano está traduzindo seu livro para o italiano; mas ele muda muitas coisas. Ele retira algumas coisas, ele adiciona outras extraídas de seu próprio conhecimento.”.

 

Claro que ele está tentando fazer um trabalho bom, a intenção dele é boa! Ele quer tornar o texto mais lógico, mais intelectual, mais sofisticado. E eu sou um homem de tipo um pouco selvagem! Ele quer me aparar aqui e ali.  Olhe para minha barba! Se permitissem Sarjano a apararia tal qual a de Nikolai Lênin, entretanto não seria MINHA barba. Ele estaria tentando faze-la mais atraente. Não há nenhuma dúvida sobre suas intenções, mas são tais intenções que sempre destruíram.   

Quando lhe deram minha mensagem de que ele teria que fazer exatamente assim: "não tente melhorar. Deixe como está. Cru, selvagem, ilógico, paradoxal, contraditório, repetitivo, o que quer que seja, deixe como está!” É isto é tão difícil para ele. Ele disse "Então eu não traduzirei. Quero fazer um trabalho limpo.".   

 

Viu como a mente trabalha? Ele não quer me escutar, ele preferiria fazer o trabalho de limpeza. ele quer ter permissão para interpolar, mudar, colorir as coisas de acordo com a idéia dele. Porém tudo o que você fizer prejudica, porque o que eu estou dizendo vem de uma outra dimensão e o que você fizer será algo totalmente diferente--não pertencerá ao MEU plano, não pertencerá à MINHA dimensão. Pode ser professoral, mas eu não sou um professor. Pode ser culto, mas eu não sou uma pessoa culta.

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