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Notas de um caminhante (01/09/2008)
“O Tao que se pode dar um nome não é o verdadeiro Tao.” (Lao TSE in Tao Te King)
Após seis anos de envolvimento com a Escola de Mistérios fui compreendendo melhor o “modus operandi” do Campo Morfogenetico ou Campo Budico ou, como prefiro chamar, a Presença.
Em outras Notas de um Caminhante fui tentando organizar minhas observações sobre o tema.
Muito difícil!
Principalmente porque percebemos que sua de forma de “agir” é o Wei Wu Wei-fazer não fazendo e sempre original, no aqui-agora. E compreendendo que a Presença não tem Forma, que é um fluxo incessante, como será possível organizá-la?
Pelo que conheço só há, atualmente, duas tentativas de usar os Campos Morfogeneticos em grupos-a Constelação Familiar, criada por Bert Hellinger e a nossa Escola de Mistérios.
A minha compreensão do trabalho de Hellinger é que ele tenta organizar o Campo para melhor entende-lo e explicar aos seus discípulos. Ou seja ,torná-lo um eficiente meio terapêutico.
È uma abordagem racional-e não poderia ser de outra maneira, pois, se não o fosse, como poderia ser ensinada?E como formar os seus terapeutas?
E o que são os terapeutas, no caso?Intermediários que, de uma maneira sutil ou clara, interferem no processo do outro usando, principalmente, o conhecimento aprendido.
Ou seja, há um objetivo a ser alcançado; há um Fazer.
Todo Fazer vem da mente.
Entretanto, de todas as terapias atuais em curso a Constelação Familiar é a melhor, pois está próxima do Campo.
A Escola de Mistérios percebeu que a Presença não pode ser compreendida racionalmente e por isto qualquer tentativa de estruturá-la nega a sua ação-não ação.
(continua) |