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Postado por Prashanto em 27/10/2008

notas de um caminhante

 

 

                     

Parei, por algum tempo, a redação destas Notas devido à agenda apertada da Escola de Mistérios.

Este vagar pelo Brasil e Argentina fez-me dialogar com muitos amigos. trocando visões sobre candentes temas.

Um deles é o “aqui-agora” que traz, a meu ver, falácias e incompreensões.

De uma simples verdade como “tudo só pode existir no aqui-agora” pode-se chegar à conclusão de que, então, sua mente budica já despertou, já que ela vive no eterno presente. isto nos leva à velha questão :”devemos fazer um esforço ou não?”

Ou, em outras palavras, devemos praticar a meditação ou não?

A mente lógica formal só acredita em verdades lineares, ”pão pão, queijo queijo.”, ou seja, não acredita no sanduíche... ou faz-se esforço ou não se faz...ou se faz meditação ou não se faz....

A Escola de Mistérios não faz nem deixa de fazer... Wei Wu Wei...

Decidi escrever novas Notas de um Caminhante usando textos de Osho que, como ele mesmo esclarece aqui, recebe-os da Mente Universal.

Será uma serie imprevisível...

Neste texto “ele fala” (?) sobre o “fazer meditação” e que ela conduz seguramente ao “estado de não-mente”.Ora,se ela conduz a este estado é porque não estamos nele...

“óbvio,dr. Watson!”...

 

   “Meditação conduz, seguramente, para a “nao-mente”, da mesma maneira que todo rio segue para o oceano, sem qualquer mapa ou guia. Todo rio, sem exceção, alcança finalmente o oceano. Toda meditação, sem exceção, no final alcança o estado de “nao-mente.” 

 

    Mas naturalmente, quando a Ganges está no Himalaia vagando pelas montanhas e vales, não tem nenhuma idéia do que o oceano é; não pode conceber a existência do oceano--mas está movendo-se para o oceano, porque a água tem a capacidade intrínseca de sempre ir para o mais baixo lugar. E os oceanos são o mais baixo lugar... Assim rios nascem nos cumes do Himalaia e começam imediatamente a mover-se para espaços mais baixos, e no final eles acham o oceano. 

 

  Exatamente o inverso é o processo da meditação: ela move-se para cima, para cumes mais altos, e o último cume é a “nao-mente”. A “nao-mente” é apenas uma palavra, mas significa exatamente iluminação, liberação, liberdade de toda a escravidão, experiência da imortalidade. 

 

    Essas são palavras grandiosas e eu não quero que você fique amedrontado, assim eu uso uma expressão simples, nao-mente. Você conhece a mente... Então, você pode conceber um estado em que esta mente está “nao-funcionando”. 

 

    Uma vez que esta mente está “nao-funcionando”, você se torna parte da mente cósmica, a mente universal. Quando você faz parte da mente universal a mente individual funciona como um bom criado. Reconheceu o mestre, e traz notícias da mente universal para aqueles que ainda estão acorrentados à mente individual. 

 

    Quando eu estiver falando com você, na realidade é o universo que me usa. Minhas palavras não são minhas palavras; elas pertencem à verdade universal. Isso é o poder delas, o carisma delas, a magia delas.”

De “Satyam Shivam Sundram”

 

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