Muitas coisas venho percebendo desde que comecei a Escola de Mistérios.
A principal: tornar-me um SIM!Viver no wei wu wei sem preconceitos.
Diante do descomunal Mistério da Existência que se vai desvelando sutilmente, não cabem questionamentos. Os paradigmas começam a se dissolver e não importa o que virá.
Nesta fase da Escola, no Brasil, começamos algo, posso dizer, dramático - a mobilização, internamente, das forças cósmicas simbolizadas por Kali e Eros.
Os antigos não possuíam os notáveis instrumentos que a ciência moderna criou, tanto no plano teórico quanto na aplicação técnica, mas usaram o intelecto (consciência) junto com a intuição (superconsciencia), isto que a ciência moderna recusa a admitir como outro instrumento do conhecimento. No entanto, criaram uma profunda visão da Realidade.
Aqui, como já fiz outras vezes, vou recorrer a velhos conceitos taoistas e indus aliados às recentes descobertas da ciência.
Lao-tsu (queridíssimo Mestre) afirmou logo no inicio de seu livro Tao Te King: ”do Tao surgiu o UM; do Um nasceu o Dois e deles tudo o mais...
Do Tao não se pode dizer nada, pois é o NADA, o VASIO... (algo bem próximo de um “buraco negro”...) deste Vazio surge o UM, a primeira manifestação (o “big-bang”?). Logo surgiram as duas grandes forças do Universo-o in e o iang.
O in é a força centrifuga, a expansão (que ainda atua). o iang é a força centrípeta (atração)
O in separa,desmancha,dissolve. o iang junta ,integra,organiza...
O mais importante-ambos são complementares!
Ao mesmo tempo em que o in dissolve etc. o iang junta etc.esta é a eterna dança cósmica (leela).
Na mitologia indu um dos aspectos do in chamou-se Kali, terrível deusa da dissolução.
Na mitologia grega um dos aspectos do iang chamou-se Eros, o deus do amor, poderoso integrador no psiquismo humano.
Kali e Eros são representações das poderosas forças cósmicas que atuam desde sempre no Cosmos e, por conseqüência, dentro de nós (“assim como acima, embaixo; assim como fora, dentro”)