Saiba Mais <
Grupos da Escola <

Caldeirão de Textos <
Comunidade no Orkut <
Agenda Anual <

 

 


Grupos da Escola:
Juiz de Fora
e Rio de Janeiro

Para ver as datas dos grupos, consulte a agenda.

Para participar, entre em contato:
Prabhat (leo75@ig.com.br)


100_0498



100_0507



1022re2



18b6re2



1ca2re2



251cre2



336bre2



a48fre2



b287re2



d022re2



dd78re2



f06ere2



fbb7re2



   

Mais fotos:
Encontro de Dezembro / 2007 (fotos do Anveshi)


de Vimal Pranaya:

Prashanto,

“Cada vez que percebemos algo da verdade, há uma dança no coração. O coração é o único testemunho da verdade.
Ele não pode testemunhar através de palavras. O coração pode testemunhar à sua própria maneira: através do amor, através da dança, através da música – não verbalmente. Ele fala, mas não fala com a linguagem e a lógica
" Osho

Como a minha mãe diz como “espírita kardecista”, o que parece ter acontecido comigo é algo como uma nova fase na “preparação do cavalo”. Devo estar me tornando um instrumento mais leve para a existência tocar em mim as suas canções do silêncio. Primeiro a gente fica embasbacado pelo “barato” da estética e da subjetividade, como disse o Stanislav Groff. Aí chegamos na estação do psicológico. Daí para frente foi só acertar as contas com o devir e dar um colorido na existência. Até ai eu já tinha chegado. Porém, desta vez, eu não tinha mais nada para dizer ao todo. Senti que o todo já sabe de tudo. Não quis dizer nada para Deus e ele começou a dizer coisas para mim. Sentei em silêncio, deixei a linguagem de lado e começou a “conectividade”.

Mais uma vez, como já tinha acontecido quando eu estive com os Sufis em Almodovar Del Rio/Espanha, “o que estava embaixo começou ficar como o que estava em cima” só que diferente. Acho que é como você diz, começou acontecer alguns “milagres do UNO”. Comecei a sentir que assim como tudo que existe procede do UNO, respostas para nossas dúvidas, sentidos para a nossa existência, significados para cada experiência por nós vividas,
tendo como bússola o nosso coração, também podem nascer dessa coisa única. Senti-me pleno, acabou o sentimento de orfandade. Não estava mais só. Alguma coisa deu as caras como zelosa de mim. Talvez como algo que você anda sempre falando, de sol como pai, lua como mãe e terra como “ama de leite”.

Fiquei assustado e cheguei a pedir que aquela força e aquele poder de “saber” fosse paralisado. Porém, dura até agora, nos sonhos e em minha própria vigília, essa espécie de “força superior e inferior” que me faz ir ao céu e voltar a terra, bastando que eu fique em silêncio, medite, ouça uma música, passe roupa, limpe a casa, tome banho, lave as vasilhas . Qualquer coisa no presente, aqui e agora. Na hora que você pediu para que ouvíssemos os sons e no momento que chamarei “momento da cura” (com os mesmos vômitos e contorções que eu já havia vivenciado em diferentes ocasiões terapêuticas ou em momentos de “urgências e emergências espirituais “vividas por mim pelos “terreiros” de várias linhas filosóficas, xamânicas e religiosas, por onde já estive por esse mundo a fora, essa força mais forte sentida dessa vez , fez-me vencer de forma mais sutil o medo, e permitiu-me, como aconteceu em algumas experiências anteriores “penetrar em coisas sólidas”, vi os sons como se tivessem volumes. Tudo que ando vivendo nos últimos tempos de minha vida, durante o “vôo”, em um só instante, mostrou-se dentro de uma tremenda adaptabilidade – tudo servia para tudo, nada se perdia. Comecei a ter dicas a respeito da Escola, da sua condução e da sua “função”.

Passei a ter, creio eu, uns pequenos vislumbres, a respeito do funcionamento de uma Escola de Mistério, algo que você sempre diz a respeito de encontrarmos “sistematicamente com o milagroso”. A coisa como me pareceu, só me deixa afirmar tratar-se da maior aventura e a experiência mais extraordinária que já vivi nesses meus 47 anos. Quando você pediu para que usássemos a consciência para observarmos o cérebro trabalhando, pude “ter consciência de minha própria consciência”. Voltei a “abrir feridas” depois do toque que você me deu, para que não jogasse para fora e aproveitasse para ir para dentro ao invés de ficar balbuciando involuntariamente a respeito das “conclusões” que estavam sendo apresentadas sobre muitas coisas – por exemplo: sobre o sentar em silêncio, sem fazer nada, como o melhor funcionamento para os membros da Escola, sobre os trabalhos do Duarte, sobre a missão que você havia recebido em Puna, sobre o trabalho de instituições do tipo Pró-Música/JF que já funcionam no Caminho do Coração, colocando 1200 crianças e jovens da periferia como guardiões do patrimônio musical e artístico, sem visar lucros (“Institutos do Osho” na minha porta com os quais já estávamos conectados sem sabermos de nada), sobre o fato de estar vivendo em Juiz de Fora, sobre a forma como deveria agir daqui pra frente com o meu tempo e meus recursos e muito mais -, porém, abria as feridas para melhorar um processo que já estava em um estado razoável de funcionamento: “curar o que esta no coração para poder ir mais adiante”, como você disse.

Uma situação que ficou visível nesta reunião da Escola, a partir das sessões que relato, é o da importância de suas, longas e repetitivas introduções, com o caráter único e exclusivo de “hipnotizarmos” e que isso era uma ferramenta imprescindível em uma Escola de Mistérios. Depois disso, aproveitarei mais as suas falas para relaxar e entrar no “silêncio”.

Coloco-me ao seu inteiro dispor, visando facilitar ainda mais essas nossas “reuniões de energia” visando nossas “explorações internas”.

Que a existência continue tendo por você a compaixão que vem tendo, dentro dessa sua missão de “trabalhar pela verdade”. Até onde posso ver e sentir, temos uma tarefa de Hércules em nossas mãos, nada menos, como disse o Osho, do que “mudarmos o mundo inteiro” participando de uma linda “família de amor”.

Sinto que estou pronto para fazer parte no “círculo interno”, se entendi alguma coisa do que foi possibilitado vivenciar neste fim-de-semana e o que, de certa forma, me foi “revelado”, não mais como um convite, e sim como tarefas a serem realizadas, daqui para frente, junto de Daya, quem escolhi ou foi escolhida para comigo viver o estado de ser chamado amor, e através de quem tenho aprendido a amar a todo mundo.

Agradecido pelas suas instruções e pelo seu amor, fico por aqui.
Um beijo no seu coração

 

de Juliana:

A beleza em viver ... em compartilhar
A beleza em estar ... em sentir
A beleza em trocar ... em ouvir

Descobrir meus anseios ...dificuldades
Descobrir os meus medos ...minhas verdades

Ser tocada pelo divino ... natureza
Ser tocada pelo outro ... divina beleza

Me perceber no acabar ... solidão
Me perceber querendo mais ... de coração
Descobrindo o caminho interno ... compreensão
Agrandeço a todos emocionada ... gratidão.

Essa sou eu que ainda muito me misturo
Essa sou eu que ainda vivo no escuro
A luz esta acendendo no meu coração
sinto uma pura emoção

 

de Viram:

"Comecei a ouvir, os sons vinham ao montes no inicio, depois eles foram se acentuando, se partindo, ficando como que unicos, eu passei a ouvir tudo e cada coisa em separada do resto, eu estava completamente imovel e passei a sentir o sangue correndo nas minhas pernas, no meu coração, eu sentia as batidas do meu coração, percebia quando a perna queria se mover como se fosse involutario e parava o ato antes dele se concretizar, e em nenhum momento parei de escutar as coisas, devo ter ficado completamente imovel umas duas horas, as vezes a mente atrapalhava e eu voltava a pensar, mas ultrapassa-la ficou mais facil, foi extraordinario."

 

de Anveshi:

"Querido Prashanto, gostaria de compartilhar algumas coisas:
Hoje, depois de tudo que vivi nos dois anos de escola, tento achar nas palavras coisas que experienciei. Me sinto ainda como os índios vendo caravelas na época do descobrimento. Sobre muitas coisas tenho pensado, coisas que eu sei, coisas que eu "espero", coisas que eu não sei como dizer. Toco a serenidade e me sinto preenchido de um agradecimento profundo, uma sensação de sentir falta de espaço em mim para caber a felicidade que tenho recebido, a sensação de unicidade, de que tudo está certo, de que todas as flores são perfeitas. Como você mesmo diz: "É muita areia pro meu caminhão!". As lágrimas descem... sem controle.... com controle. Sinto o corpo mole, sem força, sem ação, sem sono, boquiaberto. Medito, fecho os olhos e tudo derrepente fica branco, quando os abro parece que o corpo não existe mais, só a sensação da observação. A visão se expande, como se meus olhos pudessem ficar maiores que a cabeça. Tudo ganha uma importância tremenda, uma qualidade serena. Muda o ritmo, a velocidade das coisas ao meu redor, minha voz fica mais rouca, pausada. Os intervalos ganham mais importância. Perco a colocação de condicionamentos. Paz..., muita paz ! Sinto os pássaros, os rottweilers do vizinho que agora parecem sinfonia, o vento dançando nas árvores. Os ritmos místicos que capturam minha mente e a levam pra longe. Os mistérios da noite que escapam pela luz do dia, os sentimentos primitivos, guardados em nós, que impulsionam nossos corações.

O sentimento que me levou até escola era de busca pelo desconhecido, de impulsividade pelo novo, da convivência com alguém que amasse o que amo de verdade; A verdade.

Jamais poderia imaginar tocar estrelas, ou mais ainda, ser tocado por elas...., beber numa fonte tão intensa.

Nesse final de semana senti o regulador martelar minha perna machucada contra o colchão como se fosse um surdo de marcação. Senti o céu abrir e nublar dentro de mim na Nadabrahma e tive a grande chance de compartilhar de "fora" com você, a grande dança da vida. Com o contraste de meus olhos abertos, marejados, e um sorriso largo, obserservei a inocência nua do Prabhat. A explosão de energia da Shanti pulando como criança. Kheli, admirável, estática, boaquiberta. O grande ("pastor") Lino, sereno, sondando suas "ovelhas" por cima de tudo. Veet transbordando seus olhos azuis. Chaitanyo caçando borboletas, Budas em silêncio..., coral de sapos, difícil descrever tudo... fantástico estar ali!

Como colocar na palavra agradecimento tamanha sensação que não consigo descrever. Ela se tornou um recipiente pequeno. Estou mudo, arregaçado e trêmulo como se estivesse febril. Parado com a mente me dizendo que é preguiça e observando o movimento da existência em mim.

Muito obrigado! Amo vocês!"

 

de Shanti Om:

"Ah, Prashanto.... rs
Toda manhã acordo com uma música tão grande dentro de mim, maior que o corpo... maior que a mente... Uma vibração que não sei de onde vem... mas que dá uma sensação de infinito... tão intensa hahahahahaha... uma
sinfonia.....
Um contentamento constante... uma calma que desconheço... aliás tudo é novidade hahahaha
Ainda caio nas minhas prórias armadilhas... Tô com muita vontade de tocar (e tocando...)...fico horas sozinha e depois vem um vazio muito gostoso....
hahahahaha....ah vc já sabia né? hahahah Te amo muito.... bjs"

 

de Nataraj (em portunhol):

"Oi Prashanto,
Aquí no inverno Buziano, grande vontade de compartilhar alguma coisa...
E increível o efeito do encontro do grupo en min. Continúo escutando o Ave María, e voltan algumas palavras, impressoes, e algo que não é nem isso, nem aquilo...
uma grande aceptação, uma comprensão, e tambem está me acontecendo uma sensação de raiz.
Ao chegar a casa me encontrei com uma situação dessas que me botan na paulera emocional... porém, dessa vez... aparecerom um monte de imagens do meu percorso, onde enxergava a semelhança dessa situação con tantas outras...
de repente me toquei que con solo mudar o filme, con solo acreditar que o filme sendo observado troca roda...
e veio uma paz, uma perspectiva e um grande amor.
No caminho a casa, no onibus, pasé por uma sensação de raiva feroz. Era uma electricidade no corpo. Me encontrei ficando nessa sensaçao, sem agir de um modo ou outro. Foi intensísimo... en vez de tocar a tristeza, dessa vez, me veio uma enorme sensação de forza, de sorriso profundo... acho que é isso o que se quer dizer quando falamos de "observar" a raiva. Foi diferente, muitu, mais muitu mais intenso que fazer catarsis. Tambem saber que não tinha argumento, era uma energía.
E uma coisa no corpo, biológica, meu metabolismo está aceleradísimo. Vou no banheiro como largando merda, soltando, soltando. Não é cólica, simplesmente é desprendimento de coisa que sai.
Me vejo momento a momento tentando tirar conclusoes , e soltando, vendo como muda qualquer argumento, como existe ainda uma ansiedade de definir algo que na realidade é um acontecer intenso e gostoso.
Criar espacio, respirar este amanecer no meio da chuva
Grata, muitu grata de estar viva, muitu grata de ter o privilegio de participar da escola, e continuar a escola de viver!
Beijão!"

 

▲  voltar para cima