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Grupos da Escola:
Juiz de
Fora
e Rio de Janeiro
Para ver as datas dos grupos, consulte a
agenda.
Para participar, entre em contato:
• Prabhat (leo75@ig.com.br)

Mais fotos:
•
Encontro de Dezembro / 2007 (fotos do Anveshi)

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de
Vimal Pranaya:
Prashanto,
“Cada vez que percebemos algo da verdade, há
uma dança no coração. O coração é o único
testemunho da verdade.
Ele não pode testemunhar através de palavras. O
coração pode testemunhar à sua própria maneira:
através do amor, através da dança, através da
música – não verbalmente. Ele fala, mas não fala
com a linguagem e a lógica" Osho
Como a minha mãe diz como “espírita kardecista”,
o que parece ter acontecido comigo é algo como
uma nova fase na “preparação do cavalo”. Devo
estar me tornando um instrumento mais leve para
a existência tocar em mim as suas canções do
silêncio. Primeiro a gente fica embasbacado pelo
“barato” da estética e da subjetividade, como
disse o Stanislav Groff. Aí chegamos na estação
do psicológico. Daí para frente foi só acertar
as contas com o devir e dar um colorido na
existência. Até ai eu já tinha chegado. Porém,
desta vez, eu não tinha mais nada para dizer ao
todo. Senti que o todo já sabe de tudo. Não quis
dizer nada para Deus e ele começou a dizer
coisas para mim. Sentei em silêncio, deixei a
linguagem de lado e começou a “conectividade”.
Mais uma vez, como já tinha acontecido quando eu
estive com os Sufis em Almodovar Del
Rio/Espanha, “o que estava embaixo começou ficar
como o que estava em cima” só que diferente.
Acho que é como você diz, começou acontecer
alguns “milagres do UNO”. Comecei a sentir que
assim como tudo que existe procede do UNO,
respostas para nossas dúvidas, sentidos para a
nossa existência, significados para cada
experiência por nós vividas,
tendo como bússola o nosso coração, também podem
nascer dessa coisa única. Senti-me pleno, acabou
o sentimento de orfandade. Não estava mais só.
Alguma coisa deu as caras como zelosa de mim.
Talvez como algo que você anda sempre falando,
de sol como pai, lua como mãe e terra como “ama
de leite”.
Fiquei assustado e cheguei a pedir que aquela
força e aquele poder de “saber” fosse
paralisado. Porém, dura até agora, nos sonhos e
em minha própria vigília, essa espécie de “força
superior e inferior” que me faz ir ao céu e
voltar a terra, bastando que eu fique em
silêncio, medite, ouça uma música, passe roupa,
limpe a casa, tome banho, lave as vasilhas .
Qualquer coisa no presente, aqui e agora. Na
hora que você pediu para que ouvíssemos os sons
e no momento que chamarei “momento da cura” (com
os mesmos vômitos e contorções que eu já havia
vivenciado em diferentes ocasiões terapêuticas
ou em momentos de “urgências e emergências
espirituais “vividas por mim pelos “terreiros”
de várias linhas filosóficas, xamânicas e
religiosas, por onde já estive por esse mundo a
fora, essa força mais forte sentida dessa vez ,
fez-me vencer de forma mais sutil o medo, e
permitiu-me, como aconteceu em algumas
experiências anteriores “penetrar em coisas
sólidas”, vi os sons como se tivessem volumes.
Tudo que ando vivendo nos últimos tempos de
minha vida, durante o “vôo”, em um só instante,
mostrou-se dentro de uma tremenda adaptabilidade
– tudo servia para tudo, nada se perdia. Comecei
a ter dicas a respeito da Escola, da sua
condução e da sua “função”.
Passei a ter, creio eu, uns pequenos vislumbres,
a respeito do funcionamento de uma Escola de
Mistério, algo que você sempre diz a respeito de
encontrarmos “sistematicamente com o milagroso”.
A coisa como me pareceu, só me deixa afirmar
tratar-se da maior aventura e a experiência mais
extraordinária que já vivi nesses meus 47 anos.
Quando você pediu para que usássemos a
consciência para observarmos o cérebro
trabalhando, pude “ter consciência de minha
própria consciência”. Voltei a “abrir feridas”
depois do toque que você me deu, para que não
jogasse para fora e aproveitasse para ir para
dentro ao invés de ficar balbuciando
involuntariamente a respeito das “conclusões”
que estavam sendo apresentadas sobre muitas
coisas – por exemplo: sobre o sentar em
silêncio, sem fazer nada, como o melhor
funcionamento para os membros da Escola, sobre
os trabalhos do Duarte, sobre a missão que você
havia recebido em Puna, sobre o trabalho de
instituições do tipo Pró-Música/JF que já
funcionam no Caminho do Coração, colocando 1200
crianças e jovens da periferia como guardiões do
patrimônio musical e artístico, sem visar lucros
(“Institutos do Osho” na minha porta com os
quais já estávamos conectados sem sabermos de
nada), sobre o fato de estar vivendo em Juiz de
Fora, sobre a forma como deveria agir daqui pra
frente com o meu tempo e meus recursos e muito
mais -, porém, abria as feridas para melhorar um
processo que já estava em um estado razoável de
funcionamento: “curar o que esta no coração para
poder ir mais adiante”, como você disse.
Uma situação que ficou visível nesta reunião da
Escola, a partir das sessões que relato, é o da
importância de suas, longas e repetitivas
introduções, com o caráter único e exclusivo de
“hipnotizarmos” e que isso era uma ferramenta
imprescindível em uma Escola de Mistérios.
Depois disso, aproveitarei mais as suas falas
para relaxar e entrar no “silêncio”.
Coloco-me ao seu inteiro dispor, visando
facilitar ainda mais essas nossas “reuniões de
energia” visando nossas “explorações internas”.
Que a existência continue tendo por você a
compaixão que vem tendo, dentro dessa sua missão
de “trabalhar pela verdade”. Até onde posso ver
e sentir, temos uma tarefa de Hércules em nossas
mãos, nada menos, como disse o Osho, do que
“mudarmos o mundo inteiro” participando de uma
linda “família de amor”.
Sinto que estou pronto para fazer parte no
“círculo interno”, se entendi alguma coisa do
que foi possibilitado vivenciar neste
fim-de-semana e o que, de certa forma, me foi
“revelado”, não mais como um convite, e sim como
tarefas a serem realizadas, daqui para frente,
junto de Daya, quem escolhi ou foi escolhida
para comigo viver o estado de ser chamado amor,
e através de quem tenho aprendido a amar a todo
mundo.
Agradecido pelas suas instruções e pelo seu
amor, fico por aqui.
Um beijo no seu coração
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de
Juliana:
A beleza em viver ... em compartilhar
A beleza em estar ... em sentir
A beleza em trocar ... em ouvir
Descobrir meus anseios ...dificuldades
Descobrir os meus medos ...minhas verdades
Ser tocada pelo divino ... natureza
Ser tocada pelo outro ... divina beleza
Me perceber no acabar ... solidão
Me perceber querendo mais ... de coração
Descobrindo o caminho interno ... compreensão
Agrandeço a todos emocionada ... gratidão.
Essa sou eu que ainda muito me misturo
Essa sou eu que ainda vivo no escuro
A luz esta acendendo no meu coração
sinto uma pura emoção
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de Viram:
"Comecei a ouvir, os sons vinham ao montes no
inicio, depois eles foram se acentuando, se
partindo, ficando como que unicos, eu passei a
ouvir tudo e cada coisa em separada do resto, eu
estava completamente imovel e passei a sentir o
sangue correndo nas minhas pernas, no meu
coração, eu sentia as batidas do meu coração,
percebia quando a perna queria se mover como se
fosse involutario e parava o ato antes dele se
concretizar, e em nenhum momento parei de
escutar as coisas, devo ter ficado completamente
imovel umas duas horas, as vezes a mente
atrapalhava e eu voltava a pensar, mas
ultrapassa-la ficou mais facil, foi
extraordinario."
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de Anveshi:
"Querido Prashanto, gostaria de compartilhar
algumas coisas:
Hoje, depois de tudo que vivi nos dois anos de
escola, tento achar nas palavras coisas que
experienciei. Me sinto ainda como os índios
vendo caravelas na época do descobrimento. Sobre
muitas coisas tenho pensado, coisas que eu sei,
coisas que eu "espero", coisas que eu não sei
como dizer. Toco a serenidade e me sinto
preenchido de um agradecimento profundo, uma
sensação de sentir falta de espaço em mim para
caber a felicidade que tenho recebido, a
sensação de unicidade, de que tudo está certo,
de que todas as flores são perfeitas. Como você
mesmo diz: "É muita areia pro meu caminhão!". As
lágrimas descem... sem controle.... com
controle. Sinto o corpo mole, sem força, sem
ação, sem sono, boquiaberto. Medito, fecho os
olhos e tudo derrepente fica branco, quando os
abro parece que o corpo não existe mais, só a
sensação da observação. A visão se expande, como
se meus olhos pudessem ficar maiores que a
cabeça. Tudo ganha uma importância tremenda, uma
qualidade serena. Muda o ritmo, a velocidade das
coisas ao meu redor, minha voz fica mais rouca,
pausada. Os intervalos ganham mais importância.
Perco a colocação de condicionamentos. Paz...,
muita paz ! Sinto os pássaros, os rottweilers do
vizinho que agora parecem sinfonia, o vento
dançando nas árvores. Os ritmos místicos que
capturam minha mente e a levam pra longe. Os
mistérios da noite que escapam pela luz do dia,
os sentimentos primitivos, guardados em nós, que
impulsionam nossos corações.
O sentimento que me levou até escola era de
busca pelo desconhecido, de impulsividade pelo
novo, da convivência com alguém que amasse o que
amo de verdade; A verdade.
Jamais poderia imaginar tocar estrelas, ou mais
ainda, ser tocado por elas...., beber numa fonte
tão intensa.
Nesse final de semana senti o regulador martelar
minha perna machucada contra o colchão como se
fosse um surdo de marcação. Senti o céu abrir e
nublar dentro de mim na Nadabrahma e tive a
grande chance de compartilhar de "fora" com
você, a grande dança da vida. Com o contraste de
meus olhos abertos, marejados, e um sorriso
largo, obserservei a inocência nua do Prabhat. A
explosão de energia da Shanti pulando como
criança. Kheli, admirável, estática, boaquiberta.
O grande ("pastor") Lino, sereno, sondando suas
"ovelhas" por cima de tudo. Veet transbordando
seus olhos azuis. Chaitanyo caçando borboletas,
Budas em silêncio..., coral de sapos, difícil
descrever tudo... fantástico estar ali!
Como colocar na palavra agradecimento tamanha
sensação que não consigo descrever. Ela se
tornou um recipiente pequeno. Estou mudo,
arregaçado e trêmulo como se estivesse febril.
Parado com a mente me dizendo que é preguiça e
observando o movimento da existência em mim.
Muito obrigado! Amo vocês!"
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de Shanti Om:
"Ah, Prashanto.... rs
Toda manhã acordo com uma música tão grande
dentro de mim, maior que o corpo... maior que a
mente... Uma vibração que não sei de onde vem...
mas que dá uma sensação de infinito... tão
intensa hahahahahaha... uma
sinfonia.....
Um contentamento constante... uma calma que
desconheço... aliás tudo é novidade hahahaha
Ainda caio nas minhas prórias armadilhas... Tô
com muita vontade de tocar (e tocando...)...fico
horas sozinha e depois vem um vazio muito
gostoso....
hahahahaha....ah vc já sabia né? hahahah Te amo
muito.... bjs"
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de Nataraj (em portunhol):
"Oi Prashanto,
Aquí no inverno Buziano, grande vontade de
compartilhar alguma coisa...
E increível o efeito do encontro do grupo en
min. Continúo escutando o Ave María, e voltan
algumas palavras, impressoes, e algo que não é
nem isso, nem aquilo...
uma grande aceptação, uma comprensão, e tambem
está me acontecendo uma sensação de raiz.
Ao chegar a casa me encontrei com uma situação
dessas que me botan na paulera emocional...
porém, dessa vez... aparecerom um monte de
imagens do meu percorso, onde enxergava a
semelhança dessa situação con tantas outras...
de repente me toquei que con solo mudar o filme,
con solo acreditar que o filme sendo observado
troca roda...
e veio uma paz, uma perspectiva e um grande
amor.
No caminho a casa, no onibus, pasé por uma
sensação de raiva feroz. Era uma electricidade
no corpo. Me encontrei ficando nessa sensaçao,
sem agir de um modo ou outro. Foi intensísimo...
en vez de tocar a tristeza, dessa vez, me veio
uma enorme sensação de forza, de sorriso
profundo... acho que é isso o que se quer dizer
quando falamos de "observar" a raiva. Foi
diferente, muitu, mais muitu mais intenso que
fazer catarsis. Tambem saber que não tinha
argumento, era uma energía.
E uma coisa no corpo, biológica, meu metabolismo
está aceleradísimo. Vou no banheiro como
largando merda, soltando, soltando. Não é
cólica, simplesmente é desprendimento de coisa
que sai.
Me vejo momento a momento tentando tirar
conclusoes , e soltando, vendo como muda
qualquer argumento, como existe ainda uma
ansiedade de definir algo que na realidade é um
acontecer intenso e gostoso.
Criar espacio, respirar este amanecer no meio da
chuva
Grata, muitu grata de estar viva, muitu grata de
ter o privilegio de participar da escola, e
continuar a escola de viver!
Beijão!"
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